Travesseiro de Macela
Revirei todas as gavetas,
Desfiz- me do imprestável.
Tirei a poeira e o mofo,
Dei boas vindas ao novo.
Abri todas as janelas,
Para entrar a esperança.
Gostei da casa arejada,
Senti- me como criança.
Tirei as roupas da cama,
Bancas, foscas, indiferentes.
Removi todas as cortinas,
Coloquei cores na vida.
Descartei o removedor
Odor de limpeza austera.
Perfumei a minha casa,
Com aroma da primavera.
Nas gavetas renovadas,
Coloquei sache de flores.
A vida aromatizada,
Pede- me gosto e cores
Dispensei as persianas,
Aprendi a ver o céu.
A conversar com estrelas,
Viajar em um carrossel.
No leito roupas vibrantes,
Lençóis bons de se tocar.
Travesseiros de macela,
Luz, aromas, cores e velas.
Entre as flores e as cores,
Acordei para a realidade.
Risquei do meu dicionário
©
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L'autore
Ana Stoppa
Ana Maria Stoppa, nata a Santo André-SP, si scrive come Ana Stoppa, ítalo- brasiliana, Cittadina Onoraria del Municipio di Mauá-SP, nata a Mauá-SP, Direttrice dell’”Ação Social” 2016- 2918, Ordine degli Avvocati del Brasile, Santo André/SP,   Presidente Onorario – Brasile- Italia dalla Associazione Culturale On
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