Margaridas
E foram- se os jardins
Madressilvas pequeninas
Desabrocham na memória
Saudades de tantas flores
Ah como a vida é inglória!
Canteiros de felicidade
Semeamos dia a dia
Ao redor são tantas flores
Que abraçamos ramalhetes
Como em um laudo banquete
Perfume de vida e cor
Lembranças do cotidiano
Ramalhetes de ciprestes
Na ausência dura, agreste
Que de dor a alma veste
Jardins da distante infância
Na semeadura dos planos
Colheitas nas valas do engano
Empobrecem as margaridas
Da vida desiludidas
Descoradas são as flores
Quando debanda o amor
Pássaros do sonho alados
Alamandas amarelas
Adornam as muitas velas
Velam a etérea vida
Os jardins da esperança
Na expectativa de ver brotar
O amor mais que perfeito
Para adornar o peito
Fenecem as rosas brancas
Escurecidas no medo
Desfolhadas no escuro
Jogadas atrás dos muros
Carentes do amor puro
Brotam dálias cor de vinho
Nos caminhos de espinhos
Audaciosas trepadeiras
Ramos de lírios laranja
Dores que a vida esbanja
Tantos jardins floridos
Coloridos nas lembranças
Pétalas de amor espalhadas
Jogadas ao sabor do vento
Na alma em desalento
Flores, amores, dores
Jardins, ternura jasmins
Olor de rosas vermelhas
No sangue que incendeia
Mudas de sonhos sem fim.
©
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L'autore
Ana Stoppa
Ana Maria Stoppa, nata a Santo André-SP, si scrive come Ana Stoppa, ítalo- brasiliana, Cittadina Onoraria del Municipio di Mauá-SP, nata a Mauá-SP, Direttrice dell’”Ação Social” 2016- 2918, Ordine degli Avvocati del Brasile, Santo André/SP,   Presidente Onorario – Brasile- Italia dalla Associazione Culturale On
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