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Famiglia 3 gennaio 2015 · lettura 3 min · 1529 letture

Maria

A
Ana Stoppa 528 poesie pubblicate
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Como era bondosa Maria Vivia a vida para os outros Estendendo as santas mãos Amparando os desprezados Dando pão aos esfomeados Repartia as próprias vestes Come fez Santo Martino Espalhava a bondade Nas ruas das desigualdades. E de bondosa que era Nem se olhava no espelho Tempo para isso não tinha Doava- se por inteiro O abraço, a palavra amiga As águas da esperança Onde banhava os incrédulos Cansados de tanto sofrer Restaurando -lhes o viver. Na casa feita de barro Poucos móveis, alguns jarros Via- se as redes estendidas Penduradas nas madeiras A esperar corpos cansados Para dar- lhes o santo repouso No velho fogão de lenha Nunca faltava a comida Aos que pediam guarida. Maria contava o rosário Para a mãe Nossa Senhora Quando a noite despertava Bordando o céu de estrelas Antes do prato de sopa Que oferecia aos filhos Colocava os joelhos no chão Orava com fé e emoção Pedindo a Deus pai proteção. Como era bondosa Maria No compartilhar da alegria Tinha tantos abraços prontos Sorrisos cor das manhãs Palavras de amor revestidas Que as espalhava na lida Como preciosas sementes Aos irmãos abandonados A todos os segregados A casa distante de tudo Rodeada de um arvoredo Aos olhos desavisados Parecia ser tão pobre Mas o amor de Maria Deixava o recanto nobre Sempre concedia a guarida Sem pensar nem ter medida Para as pessoas sofridas. Mas numa noite de setembro Cansada da dura lida Maria dormiu mais cedo Sonhou com o paraíso Estava no meio dos anjos De onde podia se ouvir Um coro de doces arcanjos A cantar a Ave Maria Regidos por Nossa Senhora. A visão do paraíso O perfume de eternidade Deram para aquele sonho O senso da realidade Maria despertou contente Falou ao filhos o ocorrido Parecia vestida de asas Então iniciou o novo dia Do modo que sempre fazia Distribuindo a alegria. A noite chegou mais cedo Maria estava cansada Atendeu os protegidos Rezou apressada a prece Deu abrigo aos desprezados Abençoou a família Abraçou os oito filhos Agradeceu a Jesus Suportar a pesada cruz. Ao raiar do novo dia A prole toda desperta Estranhou ao perceber Que Maria adormecia Tinha o semblante doce Nas mãos o livrinho de reza Do lado de fora da casa A fila dos esfomeados Os filhos à espera da mãe Que não queria acordar... Então Maria Teresa De Maria a quarta filha Com idade de onze anos Chamou todos os irmãos Para a mãe acordar As súplicas foram em vão Maria estava fria Tão fria quanto a indiferença Maria já não vivia... Como era bondosa Maria...
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L'autore
Ana Stoppa

Ana Maria Stoppa, nata a Santo André-SP, si scrive come Ana Stoppa, ítalo- brasiliana, Cittadina Onoraria del Municipio di Mauá-SP, nata a Mauá-SP, Direttrice dell’”Ação Social” 2016- 2918, Ordine degli Avvocati del Brasile, Santo André/SP,   Presidente Onorario – Brasile- Italia dalla Associazione Culturale On

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